Ok, mais uma viagem para Bauru. E por milagre eu consigo uma poltrona no andar de baixo do ônibus, semi-leito. Lá estava eu me aconchegando quando chegou um senhor, meio constrangido, me explicando que a atendente havia errado a numeração da poltrona, e se eu aceitava mudar de lugar.
Não é legal ter que mudar do semi-leito para a poltrona normal, ainda mais quando a atendente consegue vender as poltronas 44 e 3 para um casal (sério, ela pensou que eles se odiavam pra ser uma em cada ponta?), mas, resolvi ser simpático e deixá-lo viajar ao lado da esposa.
Fui eu para a poltrona 3 para começar o pesadelo. Duas mulheres, duas crianças pequenas nas poltronas à direita. Atrás de mim, alguns jovens conversando a viagem inteira: "e aí eu tava de moto a 160 naquela descida, fazendo a curva deitado, mó tesão." Mó estupidez, isso sim.
Mas a pessoa do meu lado... Uma moça sem a menor noção de onde acabava a poltrona dela, me cotovelando toda hora que mudava de posição até eu ter que pedir para ela ficar no canto dela. Aí ela ligou o celular, colocou alguma porcaria para tocar. Sem fones, claro. E cantando junto, claro! Não aguentei nem 10 segundos antes de pedir para ela colocar um fone, acho que ela se tocou e desligou.
É o preço que a gente paga por ser simpático. Eu vou pro céu, viu...
Por fim, agradeço ao pessoal do Nerdcast e do RapaduraCast por tornar essa viagem um pouco mais tolerável...
Terça-feira, Outubro 27, 2009
Quinta-feira, Outubro 08, 2009
Por que agora é melhor que daqui a 5 minutos?
Porque a sua tarefa estará feita.
Porque daqui a 5 minutos, alguém pode ter feito antes.
Porque assim você livra a sua mente para outras coisas.
Porque você ganha 5 minutos a mais para revisar a tarefa.
Por quê, caramba, é tão difícil fazer agora?
Porque daqui a 5 minutos, alguém pode ter feito antes.
Porque assim você livra a sua mente para outras coisas.
Porque você ganha 5 minutos a mais para revisar a tarefa.
Por quê, caramba, é tão difícil fazer agora?
Terça-feira, Outubro 06, 2009
Ser legal, ser otário!
Essa é uma questão que me incomoda. Até que ponto você pode ser legal sem ser otário? Ser legal é bacana, você se sente bem. E faz bem para o mundo. Mas seja muito legal, e você terá um mundo inteiro se aproveitando de você.
Porque as pessoas são diferentes, nós colaboramos. E sempre foi assim, desde que o mundo é mundo. E se eu entendo de design, você sabe escrever, ele sabe programar, vamos fazer um jogo, uma história, um site. E todo mundo ganha.
Mas e quando o seu retorno não é claro? "Rodrigo, pensando só em retorno? Larga a mão de ser mala, seja legal!" É aí que está. É legal ser legal, mas quando é que você está dando uma de otário?
Quando é que você faz aquele layout de blog para seu amigo, aquela edição de vídeo, aquela ilustração de post, e simplesmente não estão se aproveitando de você? Você dá a mão, querem o braço. E você não cobra na primeira vez, não consegue cobrar nas outras.
Antes de terminar, uma explicação: é claro que é muito bom ajudar um amigo, você faz, trabalha contente e sequer pensa em tudo o que está escrito aqui! O problema são os "amigos", assim entre aspas. "Amigos" de orkut, facebook, twitter, msn ou vizinho.
Onde é que você desenha a linha? Quando é que um "amigo" vira amigo e vice versa? Ser legal (ou otário) é complicado. Viver é complicado!
Porque as pessoas são diferentes, nós colaboramos. E sempre foi assim, desde que o mundo é mundo. E se eu entendo de design, você sabe escrever, ele sabe programar, vamos fazer um jogo, uma história, um site. E todo mundo ganha.
Mas e quando o seu retorno não é claro? "Rodrigo, pensando só em retorno? Larga a mão de ser mala, seja legal!" É aí que está. É legal ser legal, mas quando é que você está dando uma de otário?
Quando é que você faz aquele layout de blog para seu amigo, aquela edição de vídeo, aquela ilustração de post, e simplesmente não estão se aproveitando de você? Você dá a mão, querem o braço. E você não cobra na primeira vez, não consegue cobrar nas outras.
Antes de terminar, uma explicação: é claro que é muito bom ajudar um amigo, você faz, trabalha contente e sequer pensa em tudo o que está escrito aqui! O problema são os "amigos", assim entre aspas. "Amigos" de orkut, facebook, twitter, msn ou vizinho.
Onde é que você desenha a linha? Quando é que um "amigo" vira amigo e vice versa? Ser legal (ou otário) é complicado. Viver é complicado!
Terça-feira, Setembro 22, 2009
Da arte de ensinar

Da arte de ensinar I
Saiba fazer perguntas inteligentes. Formule mal a sua pergunta, e ninguém sabe qual resposta você quer. Faça perguntas óbvias e você estará menosprezando sua platéia.
Da arte de ensinar II
Você é você. Mas lembre-se que as pessoas são diferentes. Não assuma as suas dificuldades, facilidades e percepções como de todo mundo.
Domingo, Setembro 20, 2009
Do caderninho

Preencher certificado de seguro é tão estranho... Ele será usado se você morrer. Mas a gente não gosta de pensar na possibilidade da morte. É uma coisa... mórbida.
Certificados de seguro deveriam se autopreencher. Invisivelmente, de modo que a gente nem se desse conta.
Por outro lado, lembrar que um dia a vida acaba nos recorda da necessidade de viver ao máximo cada dia...
Terça-feira, Agosto 18, 2009
Enquanto isso, em uma padaria de Bauru
[Rodrigo] Oi, tem cardápio?
[Atendente] Nem temos, somos só uma padaria, a gente serve uns lanches...
[Rodrigo] Okei, o que tem?
[Atendente] Temos pão, pão na chapa, queijo quente, misto... pão...
[Rodrigo] Eu quero um misto quente e um chocolate quente!
Afinal, era uma noite chuvosa chata de inverno, e eu precisava de alguma coisa quente. De onde estava eu podia ver o caixa, provavelmente o dono da loja, em uma "animada" partida de Paciência.
O rapaz entrou na loja, perguntando por uma rua. Não contente em explicar, foi o caixa até o carro do rapaz apontar o melhor caminho. "E então o senhor faz o balão ali em cima, mas cuidado com os carros que vêm da direita, que ali é complicado, o pessoal voa!"
Um senhor pediu uma bandeja de doces variados. Cheia.
[Caixa] Festinha?
[Senhor] Opa, visita surpresa. A gente tem que fazer um agrado, né?
[Caixa] Claro! Sempre é bom!
A mulher pediu cinco pãezinhos. Depois de contar e recontar as moedinhas, ir buscar as outras no carro, escarafunchar o fundo da bolsa, olhou para o senhor:
[Mulher] Tira dois pães, só tenho 1,20 aqui.
[Caixa] Mas por quê?
[Mulher] Ué, estou sem dinheiro aqui.
[Caixa] O que é isso, a senhora não vai ficar sem os seus pãezinhos de jeito nenhum! Me dá aqui essas moedas e leva os seus pães que está tudo certo!
Outra senhora pediu quatro pães e um sonhos.
[Atendente] Pequeno ou grande?
[Senhora] Pequeno, por favor.
[Caixa] Mas um sonhinho não dá pra nada! Leva logo um sonhão!
[Senhora] Não dá, meus triglicérides estão altos. Vou até que tomar remédio! Eu, que nunca tomei remédio pra essas coisas. A gente se sente velha.
[Caixa] Velha nada!
Eu nem ia levar os palitinhos de chocolate, mas não resisti aos diálogos. O mais engraçado é que lugares como esse parecem que puxam o seu freio de mão. Para quê todo esse pensamento agitado, essa correria? Relaxa aí, toma o seu chocolate. Porque se você não pode aproveitar nem um momento como esses, vai aproveitar o quê?
[Atendente] Nem temos, somos só uma padaria, a gente serve uns lanches...
[Rodrigo] Okei, o que tem?
[Atendente] Temos pão, pão na chapa, queijo quente, misto... pão...
[Rodrigo] Eu quero um misto quente e um chocolate quente!
Afinal, era uma noite chuvosa chata de inverno, e eu precisava de alguma coisa quente. De onde estava eu podia ver o caixa, provavelmente o dono da loja, em uma "animada" partida de Paciência.
O rapaz entrou na loja, perguntando por uma rua. Não contente em explicar, foi o caixa até o carro do rapaz apontar o melhor caminho. "E então o senhor faz o balão ali em cima, mas cuidado com os carros que vêm da direita, que ali é complicado, o pessoal voa!"
Um senhor pediu uma bandeja de doces variados. Cheia.
[Caixa] Festinha?
[Senhor] Opa, visita surpresa. A gente tem que fazer um agrado, né?
[Caixa] Claro! Sempre é bom!
A mulher pediu cinco pãezinhos. Depois de contar e recontar as moedinhas, ir buscar as outras no carro, escarafunchar o fundo da bolsa, olhou para o senhor:
[Mulher] Tira dois pães, só tenho 1,20 aqui.
[Caixa] Mas por quê?
[Mulher] Ué, estou sem dinheiro aqui.
[Caixa] O que é isso, a senhora não vai ficar sem os seus pãezinhos de jeito nenhum! Me dá aqui essas moedas e leva os seus pães que está tudo certo!
Outra senhora pediu quatro pães e um sonhos.
[Atendente] Pequeno ou grande?
[Senhora] Pequeno, por favor.
[Caixa] Mas um sonhinho não dá pra nada! Leva logo um sonhão!
[Senhora] Não dá, meus triglicérides estão altos. Vou até que tomar remédio! Eu, que nunca tomei remédio pra essas coisas. A gente se sente velha.
[Caixa] Velha nada!
Eu nem ia levar os palitinhos de chocolate, mas não resisti aos diálogos. O mais engraçado é que lugares como esse parecem que puxam o seu freio de mão. Para quê todo esse pensamento agitado, essa correria? Relaxa aí, toma o seu chocolate. Porque se você não pode aproveitar nem um momento como esses, vai aproveitar o quê?
Quarta-feira, Julho 22, 2009
In a Absolut World...
Acabo de voltar da exposição In an ABSOLUT World Bartenders are Artists que está rolando no Espaço Pinheiros. Algumas obras bastante interessantes no piso de baixo, capazes de gerar um ambiente legal. Não levei caderninho, não anotei nada, não tirei fotos. Eu vou a exposições pela experiência, não pelo post seguinte. Dê uma passeada por lá para entender o que eu estou falando, é divertido. Cada obra era acompanhada por uma trilha sonora, fui gostar mesmo apenas de uma, muito parecida com a trilha de Cave Story.
Mas o que interessa mesmo é o piso superior, atração principal. São 11 painéis contendo misturas elaboradas por 11 bartenders brasileiros, todos para livre apreciação (álcool!). Apesar de gostar muito de vodka, não posso dizer que realmente gostei de nenhuma das misturas. De qualquer modo, valeu a experiência de provar novos sabores, inclusive algo com beterraba, que por sinal tinha a mais bela das cores apresentadas. (A única mistura que não tomei foi uma com vários ingredientes. Me recusei a experimentar o tudão. :p)
A impressão final é uma mostra de excessos. Não excessos drásticos, apocalípticos, mas pequenos excessos cotidianos que nos permitimos. Bebidas mais fortes, gengibre, canela e pimenta mais acentuados. Não basta um painél de máquinas fotográficas em formas orgânicas, é preciso uma cascata d'água sobre ela. Não basta um painel geométrico, é preciso tranformá-lo em banco, mesa e cores vivas. O mesmo raciocínio na trilha das obras. Salvo um ou outro minimalismo pontual, músicas altamente texturizadas, instrumentos sobrepostos.
Acho que eu gostaria muito mais de ter acompanhado o processo do que as obras prontas...
Difícil dizer "gostei". Mas saí com aquela sensação de se permitir um passo a mais, um gosto mais forte, uma excentricidade momentânea.
Mas o que interessa mesmo é o piso superior, atração principal. São 11 painéis contendo misturas elaboradas por 11 bartenders brasileiros, todos para livre apreciação (álcool!). Apesar de gostar muito de vodka, não posso dizer que realmente gostei de nenhuma das misturas. De qualquer modo, valeu a experiência de provar novos sabores, inclusive algo com beterraba, que por sinal tinha a mais bela das cores apresentadas. (A única mistura que não tomei foi uma com vários ingredientes. Me recusei a experimentar o tudão. :p)
A impressão final é uma mostra de excessos. Não excessos drásticos, apocalípticos, mas pequenos excessos cotidianos que nos permitimos. Bebidas mais fortes, gengibre, canela e pimenta mais acentuados. Não basta um painél de máquinas fotográficas em formas orgânicas, é preciso uma cascata d'água sobre ela. Não basta um painel geométrico, é preciso tranformá-lo em banco, mesa e cores vivas. O mesmo raciocínio na trilha das obras. Salvo um ou outro minimalismo pontual, músicas altamente texturizadas, instrumentos sobrepostos.
Acho que eu gostaria muito mais de ter acompanhado o processo do que as obras prontas...
Difícil dizer "gostei". Mas saí com aquela sensação de se permitir um passo a mais, um gosto mais forte, uma excentricidade momentânea.
Segunda-feira, Junho 08, 2009
Como arrumei emprego em Munique
Como todo mundo sempre pergunta como foi que meu irmão conseguiu aquele emprego na Alemanha, aqui está o segredo. ;D
*Este é um guest-post do Marcelo van Kampen, sobre sua experiência com o site Monster.com, que se relaciona com este post aqui da Sam Shiraishi.
Minha experiência com o sites de colocação profissional foi positiva e importante recentemente. Em 2008, fui pra Europa munido apenas com o meu passaporte Europeu, e fiquei alojado na casa de um amigo. Antes mesmo de sair daqui, me cadastrei no monster.co.uk e foquei as minhas buscas pela área de Munique. Minha surpresa foi tamanha quando fui acordado de madrugada, ainda no Brasil por recrutadores tentando marcar entrevista.
Isso me deu um apoio moral fundamental para continuar com a minha "aventura". Chegando lá, tinha pelo menos um contato por e-mail a cada 2 dias, e consegui marcar 5 entrevistas pelo telefone.Em um mês já estava empregado na area que queria, perto de Munique.
Acho que o que fez a diferença mesmo foi a quantidade de clientes que a monster Europe conseguiu pegar. Praticamente todas as agências de recrutamento estavam lá. Aindo acho que falta isso pra Monster Brasil se destacar de fato.
*Este é um guest-post do Marcelo van Kampen, sobre sua experiência com o site Monster.com, que se relaciona com este post aqui da Sam Shiraishi.
Minha experiência com o sites de colocação profissional foi positiva e importante recentemente. Em 2008, fui pra Europa munido apenas com o meu passaporte Europeu, e fiquei alojado na casa de um amigo. Antes mesmo de sair daqui, me cadastrei no monster.co.uk e foquei as minhas buscas pela área de Munique. Minha surpresa foi tamanha quando fui acordado de madrugada, ainda no Brasil por recrutadores tentando marcar entrevista.
Isso me deu um apoio moral fundamental para continuar com a minha "aventura". Chegando lá, tinha pelo menos um contato por e-mail a cada 2 dias, e consegui marcar 5 entrevistas pelo telefone.Em um mês já estava empregado na area que queria, perto de Munique.
Acho que o que fez a diferença mesmo foi a quantidade de clientes que a monster Europe conseguiu pegar. Praticamente todas as agências de recrutamento estavam lá. Aindo acho que falta isso pra Monster Brasil se destacar de fato.
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